Em um mundo V.U.C.A (volátil, incerto, complexo e ambíguo), a capacidade de uma organização em explorar a tecnologia a seu favor é um dos fatores que determinará se ela continua ou não no jogo. Por isso, conhecer e saber como aplicar as tendências tecnológicas que estão transformando o setor no qual se atua é fundamental.

Nesse artigo, trouxemos um panorama das tecnologias emergentes mais promissoras para a indústria, mas destacamos que elas não surgiram com a Indústria 4.0. Na verdade, elas vem evoluindo há muitos anos e, de forma isolada, nem sempre representam uma transformação para o negócio.

O grande salto que tivemos nos últimos anos está relacionado com o crescimento exponencial da disponibilidade de recursos em convergência com a possibilidade de integração entre estas diversas tecnologias.

Soluções complexas que antes eram “custosas” de serem desenvolvidas, pois as tecnologias estavam nas mãos de grandes players, hoje, estão acessíveis e podem ser desenvolvidas rapidamente por uma empresa de pequeno porte ou startup.

Continue a leitura para saber mais sobre elas!

 

OS 9 PILARES TECNOLÓGICOS DA INDÚSTRIA 4.0

A Indústria 4.0 está estruturada em 9 pilares que suportam a integração de sistemas de produção através da automação e troca de dados entre sistemas físicos e virtuais, sendo que a combinação destes pilares é que realmente agrega valor para um cliente e torna a Industria 4.0 uma revolução para seu negócio.

 

#1 Robôs Autônomos e Colaborativos

Robótica é uma área que já está sendo aplicada há décadas na indústria de manufatura, principalmente. Porém, a robótica colaborativa é uma tecnologia recente que permite que robôs possam trabalhar lado a lado a operadores, de forma colaborativa. Isso é possível porque esses robôs possuem sensores que permitem detectar colisões com qualquer obstáculo, privilegiando a segurança.

O impacto disto nas indústrias é gigantesco, uma vez que esses robôs conseguem realizar a mesma tarefa que pessoas, sem a necessidade de alterar demais o ambiente fabril para acomodá-los.

Com isso, as fábricas podem aumentar a sua produtividade com a mesma quantidade de funcionários. Os robôs mais modernos possuem inclusive a capacidade de conectividade para serem monitorados em tempo real e adaptarem a sua atividade em função do que está sendo produzido.

 

#2 Impressão 3D (Manufatura Aditiva)

A manufatura aditiva é um processo que imprime objetos através da sobreposição progressiva de um material. Com isso, é possível criar objetos com base em um modelo digital.

Confira neste vídeo quais são os 3 principais tipos de manufatura aditiva.

Com essa tecnologia é possível fabricar protótipos detalhados, que permitem testes em uma versão mais realista dos produtos. Além de ser precisa, a impressão em 3D também é rápida e permite a produção de forma ágil e automatizada reduzindo custos de produção.

Outras vantagens da manufatura aditiva são a possibilidade de personalização de produtos e a sustentabilidade, uma vez que ela utiliza menos material e menos energia na produção em relação ao maquinário tradicional.

 

#3 Simulações e Digital Twin

Este objetivo vem sendo perseguido por especialistas de processos há muito tempo em diversos setores da indústria. Simular um produto antes de fabricá-lo ou processo antes de controlá-lo, traz ganhos gigantescos para os negócios destas indústrias.

As outras tecnologias da Indústria 4.0 aumentaram exponencialmente as possibilidades em se alcançar resultados com as aplicações deste pilar.

O maior uso de tecnologias de digitalização permitiu o planejamento virtual de produtos e processos. As grandes quantidades de dados resultantes são processadas, analisadas e avaliadas por ferramentas de simulação e otimização, a fim de torná-las disponíveis para o planejamento em tempo real, tal como a interação entre os ambientes reais e digitais.

Os modelos de simulação associados tornam-se componentes virtuais de sistemas físicos reais para implementar sistemas e soluções inteligentes. A operação paralela permite funções baseadas na combinação de modelos executáveis, que contêm conhecimento das fases de desenvolvimento do sistema, com os dados operacionais atuais, variando da otimização operacional à manutenção aprimorada e soluções autônomas.

A simulação é um dos principais fatores para a realização do gêmeo digital. O acoplamento e a orquestração de modelos de diferentes domínios com diversos solucionadores são considerados uma tecnologia essencial para a tomada de decisão das diversas áreas Industriais (qualidade, operação, manutenção, …).

Se pudermos prever o futuro com base nos dados do passado e modelagem física de processos, certamente a otimização será efetiva e trará ganhos cada vez maiores para estas indústrias.

 

#4 Integração Horizontal e Vertical dos Sistemas

A integração de sistemas de modo vertical e horizontal é um pilar da indústria 4.0 que sintetiza a ideia de conectar os processos da indústria de forma automatizada. Isso inclui tanto os processos internos, como a cadeia produtiva, quanto externos, como a logística e a distribuição.

A integração horizontal conecta o que está dentro com o que está fora da indústria, com o objetivo de proporcionar capacidade de adaptação em tempo real, em relação aos requisitos do mercado, para atender às demandas de fornecedores e clientes.

Já a integração vertical, refere-se à integração dos sistemas do chão de fábrica até o executivo da empresa. Na prática, isso confere maior capacidade analítica e agilidade para redesenhar a estratégia de negócio.

 

#5 Internet of Things (IoT)

A Internet das coisas refere-se a uma rede de objetos físicos, como máquinas, sensores e aplicações de software, conectados entre si com o intuito de reunir e compartilhar dados em aplicativos analíticos avançados e algoritmos preditivos.

A IoT industrial (IIoT) é a aplicação dessa tecnologia na indústria e essa hiper conexão possibilita o mapeamento de toda a atividade realizada no chão de fábrica. A partir de aplicações de software baseados nessa tecnologia, é possível obter indicadores de desempenho da planta e alertas de anomalias nos equipamentos o que desencadeia melhorias na operação das máquinas e na manutenção, que passa a ser realizada de forma preditiva.

 

#6 Big Data & Advanced Analytics

Big Data refere-se à tanto a abundância de dados quanto aos métodos de processamento, armazenamento, medição e análise deles, resultando em uma ferramenta fundamental para tomadas de decisões.

Já o Advanced Analytics é a aplicação de técnicas e ferramentas “sofisticadas” de análise para fazer previsões ou gerar recomendações. Mineração de dados, aprendizado de máquina, correspondência de padrões, estatística multivariada, simulação e redes neurais são exemplos de técnicas de análises avançadas.

A combinação entre Big Data e Advanced Analytics resulta em um processamento da informação de forma mais ágil e assertiva. Na indústria, a virtualização dos processos depende dessa alta capacidade de processamento, para transformar dados brutos em informações gerenciais. Sendo assim, essas tecnologias contribuem para a redução de incertezas e falhas nas tomadas de decisões o que, consequentemente, promove ganhos de eficiência operacional.

 

#7 Cloud Computing

A computação em nuvem é uma tecnologia que usa a conectividade para hospedar arquivos, programas e até mesmo plataformas digitais inteiras. Dessa forma ela permite que os usuários tenham acesso à serviços e informações através de qualquer computador, celular ou tablet que acesse essa infraestrutura e aplicações pela internet.

Esse recurso trouxe diversos benefícios para as indústrias, sendo que os principais são:

  • Monitoramento das operações em tempo real, de forma centralizada, sendo possível gerenciar centros de produção de diversas localidades em um único lugar;
  • Redução de custo com equipamento como servidores, roteadores, computadores no chão de fábrica.

Ademais, na indústria 4.0, grande parte dos recursos tecnológicos utilizados serão armazenados na nuvem, logo, as tecnologias de cloud são um requisito fundamental para esse contexto.

 

#8 Cibersegurança

A cibersegurança é um conjunto de medidas empregadas por uma empresa para proteger seus ativos cibernéticos (computadores, redes, programas e dados) de qualquer invasão suspeita e indevida.

Essa segurança cibernética é muito importante para manter os dados e processos digitais seguros quando falamos em transformação digital. Nesse sentido, algumas premissas básicas devem ser adotadas pelas indústrias nesse cenário. São elas:

  • Política de segurança interna
  • Controle de acesso e detecção de invasão
  • Uso de assinaturas digitais
  • Isolamento de conexão
  • Monitoramento de sistemas e redes através de varreduras periódicas

 

#9 Realidade Aumentada e Realidade Virtual

As duas tecnologias são facilmente confundidas, pois ambas funcionam a partir dos óculos de VR/AR. No entanto, as propostas de cada uma delas variam em alguns aspectos que definem o contexto de aplicação.

A Realidade Virtual é uma tecnologia de interface que cria um ambiente virtual (que não existe) a partir de um sistema. Ao induzir efeitos visuais, sonoros e táteis ela permite a imersão total nesse ambiente simulado.

Já a Realidade Aumentada é a integração de elementos ou informações virtuais no mundo real. De forma mais direta, ela faz a projeção de elementos que não existem no mundo físico e torna possível a interação com eles, como por exemplo planilhas, dashboards e etc.

Dentre as duas, a RA tem sido mais aplicada na indústria. Essa tecnologia permite que instruções necessárias no dia a dia dos trabalhadores apareçam virtualmente, permitindo que eles visualizem as informações ao mesmo tempo em que executam suas tarefas. Isso confere aumento na produtividade e na qualidade dos serviços.

Confira um exemplo de aplicação da Realidade Aumentada na indústria neste vídeo.

 

CONVERGÊNCIA ENTRE OS PILARES

Como vimos acima, a lista é extensa quando se fala em tecnologias emergentes, mas cabe destacar que é a convergência entre elas que nos leva a uma solução de indústria 4.0. O que queremos dizer é que, sozinhas, elas não têm o mesmo potencial de transformar digitalmente o chão de fábrica.

Um exemplo de convergência dessas tecnologias em favor do negócio, é nossa plataforma de monitoramento da saúde de ativos industriais. Baseada em tecnologia IIoT, a Nexum utiliza recursos como Inteligência Artificial e Big Data & Analytics para mapear a performance da planta e disponibilizar insights relevantes para as tomadas de decisão através de dashboards simples e intuitivos. Além disso, a plataforma é disponibilizada em nuvem, graças a tecnologia de Cloud Computing.

> Clique aqui para saber mais.

 

THINK BIG, START SMALL, LEARN FAST

E um cenário tão desafiador: think big, start small, learn fast! Ou seja, pense grande e almeje resultados de longo prazo, mas comece por pequenas iniciativas baseadas no que mais importa para o seu negócio. E claro, teste rápido para aprender rápido e, assim, sair na frente.

E como falamos no segundo artigo da nossa campanha ROADMAP 4.0, saber construir uma jornada sustentável e alinhada com os desafios do negócio é o primeiro passo para sair da estaca zero. Caso ainda não tenha visto o conteúdo, clique aqui e confira nossas 5 diretrizes para avançar com o seu negócio.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Nos próximos conteúdos vamos falar sobre um grande desafio para a transformação digital nas indústrias: a convergência entre TI/TA.

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Data da publicação: 5 agosto, 2020 Autor: